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Collor em 1989, FHC em 1994, Dudu em 2022?

Collor em 1989, FHC em 1994, Dudu em 2022?

Pode Dudu se eleger mesmo tendo apenas 1% das intenções de voto? A Globo pode tudo. Ela transforma água em vinho. Ressuscita Lázaro. Anda sobre as águas e ainda pega Maria Madalena. 

Por Marchesano

As classes dominantes tarde estão atrás do novo Fernando Collor de Mello. Corpo atlético e televisivo. Boa aparência e dotado dos novos valores. Não mais parafraseando: “caçador de marajás”. Talvez: “Sou gay”. Slogan capaz de agregar os separados. Uma bandeira colorida vazia de sentido político. Um ar jovial dado à tecnologia. Conjugando em si elementos individuais responsivos, liberdade para expressar-se livremente e de olho na nova economia empreendedora.

Assim trabalha a indústria fonográfica. Talvez ela já tenha escolhido o novo Fernando. Aparência jovem. Branco. Barba cerrada. Dudu para os íntimos. Edu para os iludidos. Eis a “representação” do antigo novo da política.

As candidaturas de Lula e Bolsonaro são auto-excludentes. Não trocando política por matemática, mas a soma de (-1) + (+1) sempre será 0.  O que isso quer dizer? Para plasmar a terceira via os extremos devem perecer. Se por acaso apenas um dos extremos, Lula ou Bolsonaro, for interrompido o processo eleitoral tenderá ao caos. Contudo, se as duas pontas forem desfeitas, ambos os lados se satisfarão e os distúrbios políticos serão menores. Bolsonaro odeia Lula. Lula odeia Bolsonaro. Antipetismo odeia anti-bolsonarismo. Vice-versa.

Em todo grande jogo, sempre haverá um árbitro. Neste, o TSE/STF. Que é aquele que com superpoderes pode inviabilizar tanto um quanto o outro como os dois juntos. Habilidade para manobrar as eleições não falta para as classes dominantes. Estão no domínio da linguagem de programação que será utilizada nas urnas. Tem controle sobre o sistema judiciário. Tem total controle sobre a apuração. Eduardo, por que não? Uma vez resolvido os extremos, a terceira via transita. “Quem seria o candidato a representá-la?” 

O papa é pop. O pop não poupa ninguém.

Política é o prolongamento da guerra por outros meios. Assim, deve ser estudada levando em consideração todas as esferas da vida. A terceira via não é um candidato, e sim um projeto político. Para entender qual o candidato que melhor se enquadra é preciso entender como se estrutura o projeto político da 3º via.

Jorge Paulo Lemann e seus lacaios sempre repetiram a frase: “Nem de esquerda, nem de direita, a favor de gente boa”. Essa frase não ecoou somente no meio político e empresarial, mas também no meio midiático. Luciano Huck, Luciano Havan, Tábata Amaral e afins.

A burguesia está atrás de alguém que atenda seus anseios políticos e também a estética por ela desenhada desde o surgimento da crise econômica de 2008. A estética do corpo liso e polido. Livre de qualquer deformação. Afinal de contas, a Geral do Maracanã já não existe mais. Os estádios são Arenas. E os fãs clubes dos artistas foram substituídos por modelos. O belo liso corpo polido. Gente bonita. Sorriso Branco. Cabelo hidratado. Pele macia. Barba cerrada. É preciso esconder os bolsões da pobreza. É preciso modernizar. É preciso esquecer dos esquecidos. É preciso Du.

Os valores da moda são os valores jovens. Não estou falando do cruj cruj tchau. Nem das chiquititas. Estou falando dos Steves Jobs, Mark Zuckerberg’s, da rapaziada da garagem. Estou falando dos que são a favor da vida animal, vegetal e unicelular. Estou falando da galera que cresceu tomando Quick, Neston e Sucrilhos. Aqueles que têm ojeriza à política, ao Estado, enfim, ao pobre.

Pobre bom é pobre de estimação. Adote o seu! Apresente-o em suas redes e aguarde likes! Campanha faça um pobre feliz…

Dudu é o cara. Dudu é próximo do apresentador do Lata Velha e Lar Doce Lar. Dudu foi elogiado por Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM-Neto) – Eduardo terá papel relevante na discussão das eleições de 2022. Com o seu perfil agregador e capacidade de diálogo, ele se posiciona como peça importante na construção de um projeto para o futuro do Brasil, diz Neto.

Dudu tem mantido bom trânsito com os agentes imperialistas. Viajou no último mês de março para os EUA. Conversou com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a George Washington University, com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luís Almagro, com os bancos internacionais, Goldman Sachs e Bank of America, e com a Atlantic Council.

Ou seja, Dudu já acertou como será a colônia nos próximos 4 anos. Povo marcado. Povo feliz.

Sérgio Moro, que não é Malandro e já foi dono do Lava Jato, logo que abandonou sua candidatura à presidência, foi ao encontro de Dudu e conversou sobre a necessidade de unificar forças para a construção da 3º viaConversei com Eduardo Leite sobre o momento político do país e sobre a necessidade de união do centro que está sendo liderada no União Brasil por Luciano Bivar. Moro é assíduo participante do círculo frequentado por Leite nos EUA. O abandono de Moro, a desistência de Huck e o des-Talento de Doria talvez sejam indícios de que Dudu vem aí.

Pode Dudu se eleger mesmo tendo apenas 1% das intenções de voto? A Globo pode tudo. Ela transforma água em vinho. Ressuscita Lázaro. Anda sobre as águas e ainda pega Maria Madalena. 

Jesus disse: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

A Globo anuncia: Eis que estou na sala e falo; todos ouvem minha voz.

Para não ficarem fora da festa, as Centrais Sindicais (CUT, CTB, Intersindical), Partidos políticos (PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B, PCB, PCO), Frente Brasil Popular (CMP, MST, CONEN, MAB, UNEGRO, UNE, MMM, UBM), Frente Povo Sem Medo (MTST, RUA, Subverta/PSOL, Resistência/PSOL, Brigadas Populares), ABJD, Convergência Negra (Círculo Palmarino), Coalizão Negra (UNEAFRO), Respira Brasil (CBJP), Frente pela Vida (FENAFAR, CEBES), ABONG, estão organizando, para o dia 09.04.2022, a caravana do Dudu.

Não mais a bandeira “O Fora Bolsonaro”, mas “Bolsonaro nunca mais”. As cores permitidas serão as verde e amarela.

Collor em 1989. FHC em 1994. Dudu em 2022?

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