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Reflexões sobre a importante greve dos trabalhadores da CSN

Reflexões sobre a importante greve dos trabalhadores da CSN

Mais de 20 mil trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),em Volta Redonda,  entraram em greve há quase duas semanas, reivindicando melhores condições de trabalho e reajuste salarial. 

Mais de 20 mil trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN),em Volta Redonda,  entraram em greve há quase duas semanas, reivindicando melhores condições de trabalho e reajuste salarial. 

Apesar das pressões dos pelegos do Sindicato para acabar com a greve e das ameaças de demissões da Empresa, 6040 trabalhadores unidos votaram a favor da continuidade da greve contra 39 no dia 8 de abril. Em outras palavras, a burocracia sindical foi “atropelada por um tsunami de trabalhadores” que empurraram a política de desarticulação da burocracia para o lugar onde sempre deveria ter estado, na lata do lixo. 

Ainda que a greve esteja sofrendo desgastes, por conta da duração, esta mesma greve apresenta componentes diferentes em relação ao que temos visto nos últimos anos. Os trabalhadores e os revolucionários devemos prestar bastante atenção já que a tendência é que cada vez mais surjam trabalhadores organizados a partir das bases que quando “receberem um tapa” já não darão a outra face; no mínimo darão um soco no meio da cara dos patrões. 

Assim,os componentes que estão por de trás da aparição das greves como a recente dos metroviários em Belo Horizonte, a de 2014 dos Garis do Rio de Janeiro que foi muito radicalizada, a dos trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional e outras em toda América Latina, a “pandemia” e inclusive a guerra em Ucrânia, se relacionam com o principal fator mobilizador de toda história do sistema capitalista: as crises do capitalismo junto com a boa e velha inflação, e a carestia da vida. 

Isto significa que as leis do sistema econômico pelo qual o mundo se rige, o sistema capitalista, não estão podendo ser cumpridas. Por tanto, na luta pela vida temos um lado conservador, um lado que ao invés de deixar a “roda da evolução” girar, prefere matar milhões em uma guerra, prefere matar milhões arriscando a vida das outras pessoas em más condições de trabalho, tira todo o direito conquistado pelo povo e diminui o seu salário deixando-o em um estado de semi-escravidão.

Este lado é o da burguesia. Do outro, temos o lado daqueles que não aceitam as mortes, não aceitam mais humilhações, não aceitam as guerras contra-revolucionárias; este é o lado da evolução no sentido que gira a roda da História, o lado da maioria, o lado que inegavelmente se alçará contra os desastres do conservadorismo; este é o lado do povo e dos trabalhadores. 

Por tanto, trema burguesia diante da força e da fúria dos trabalhadores, pois  todos os abusos, toda a violência, serão cobrados com juros. Nem bonzinhos e nem malvados, isso é simplesmente uma questão de sobrevivência, imposta pela luta de classes.

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