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Intervenção de Primera Línea Revolucionária (Chile) no Ato de 1 de Maio 2021

Intervenção de Primera Línea Revolucionária (Chile) no Ato de 1 de Maio 2021

A Primera Lina Revolucionária saúda a classe trabalhadora do Brasil, da América Latina e de todo o mundo e oferece a ela seu abraço combativo.

Companheiros e companheiras.

A Primera Lina Revolucionária saúda a classe trabalhadora do Brasil, da América Latina e de todo o mundo e oferece a ela seu abraço combativo.

Neste dia em que os trabalhadores relatam suas lutas e homenageiam seus mártires, a nossa organização também entrega sua visão do que está acontecendo em nosso país e sobre os elementos sobre os quais construímos a luta revolucionária no Chile.

Em primeiro lugar, a rebelião popular que começou em 2019 apagou a estabilidade do sistema chileno e o inseriu em cheio na crise geral do capitalismo. Mas também a rebelião revelou a crise de uma forma de ver a política revolucionária e de implementar a política.

Nenhuma das organizações orgânicas que levam o nome revolucionário previu a rebelião chegando, e menos ainda tinham uma política para derrotar o sistema. A extrema fraqueza programática e política orgânica dessas organizações ficou exposta e, pela primeira vez em muito tempo, o fracasso de todos os ismos do passado tornou-se evidente.

Foram precisamente as massas e seus setores mais avançados que tiveram que desenvolver novas e inovadoras formas de organização e gerar política em tempo real em meio a lutas sangrentas nas ruas.

Enquanto isso acontecia, a velha política só conseguiu instrumentalizar a rebelião e aproveita-la em termos institucionais, afogando-a em muitos casos a expressão das massas.

Quando o regime ficou encurralado, impulsiono a convocação de um plebiscito que convocaria uma convenção constituinte no próximo dia 15 de novembro.

Rapidamente deixou o populismo e o reformismo de todos os tipos assumiram a política do regime oficial e aderiram à Convenção pinochetista sob a ilusão de realizar algumas mudanças cosméticas do sistema vigente, que por exemplo destina 26% dos salários dos trabalhadores para os capitalistas por meio dos fundos da previdência e da saúde; e só devolvem as perdas.

E sabemos que esse é o modelo que o imperialismo e as burguesias querem impor em toda a América Latina.

A nossa política é que é impossível mudar totalmente o sistema por dentro em meio a um estado de sítio universal, semi disfarçado pelo Covid, e onde o mundo ficou sob controle militar direto com a desculpa da pandemia e, assim, deter os levantes populares.

A verdade é que nunca foi possível mudar o sistema por dentro, mas hoje ficou ainda mais evidente a falência política dos setores que há décadas alimentam essa ilusão nas massas.

Nossa construção é baseada em outros elementos centrais.

Organização das massas independentemente de todos os setores políticos oficias; luta de massas e de rua e a criação do poder popular a partir dos territórios.

Em outras palavras, não fazer política revolucionária institucional de cima para baixo, mas a partir das bases dos pobres e explorados, para cima. No sentido da destruição do capitalismo e pelo poder dos trabalhadores.

Oito membros da nossa organização se tornaram mártires nestes combates. Mas hoje podemos dizer sem falso orgulho que estamos firmemente instalados não só no imaginário do povo mas também nas bases populares e temos feito a diferença nas duas lideranças políticas. e em irradiar esta nova forma de fazer política.

A Primeira Linea trouxe uma nova tática defensiva que permitiu o povo e os trabalhadores se manifestarem num dos países mais represivos do Continente.

No Chile, temos 450 pessoas que perderam as vistas pela repressão, 500 estupros policiais, mais de 3.000 presos políticos; condenas a muitos anos dos manifestantes. Brutal repressão e militarização da Araucania.

Em cima da experiência da Primera Linea do Chile, a Colômbia formou sua primeira linha; no Peru surgiu a mesma iniciativa e o desejo das massas de se representar com uma ferramenta revolucionária, e continua se expandindo.

Quatro são os elementos centrais desta política popular e revolucionária e nós os expomos aqui

Inserção na base do povo principalmente nos bairros periféricos. No Chile, com Pinochet e a democracia posterior (que manteve o pinochetismo) foram destruídas quase todas as grandes industrias.

Um plano de luta de massas para suas demandas mais sinceras, com ênfase na luta de rua que revela as fraquezas do regime.

Uma nova linguagem direta alinhada com o espírito de luta das massas.

E, finalmente, uma atitude consistente para a inserção dos nossos militantes em todas as áreas populares, indígenas, dos movimentos sociais e de trabalhadores.

Os principais elementos políticos são a exposição da falsa legalidade burguesa e a luta contra a sua institucionalidade, expondo a sua essência repressiva e a sua falta de resposta aos interesses populares.

Mas também expondo as falácias de uma esquerda estagnada no passado e seu sonho legalista estultificante que empurra as massas a participarem de dentro do sistema.

Viva a luta dos povos latino-americanos e dos mundo

Organizemos a luta pelas bases, de maneira consequente, aproveitando a pouca legalidade que ainda existe, mas sem nenhuma ilusão, contra o imperialismo o capitalismo criolo e pelo socialismo

Viva o internacionalismo na luta

Apoiamos o chamado dos companheiros e reforçamos a necessidade da formação uma frente classista e revolucionária de ação para toda a América Latina

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