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O “triste” final do PSDB

O “triste” final do PSDB

O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) “resolveu” sua crise interna não lançando uma candidatura própria às eleições presidenciais pela primeira vez desde a sua fundação em 1988.

O PSDB participará da chapa da senadora Simone Tebet (MDB-MS) com o senador Tasso Jeressati (CE) como vice.

O PSDB acabou convertendo-se no principal instrumento do imperialismo norte-americano para impor as políticas “neoliberais” no Brasil, durante os governos de FHC.

Ao final dos governos de FHC, o PSDB estava com a língua de fora devido ao evidente desgaste. Nas eleições de 2002, de fato houve um repasse de bastão, uma facilitação da vitória de Lula. Um dos fatos mais importantes neste sentido, aconteceu com a visita conjunta das cúpulas do PT e do PSDB aos Estados Unidos para conseguir a benção do falcão George W. Bush.

Com o escândalo do Mensalão, o PSDB ganhou certo fôlego, mas o desgaste foi muito forte a partir do colapso capitalista de 2008 que representou o colapso das políticas implantadas pelos governos de FHC que entregaram meio Brasil ao imperialismo.

E atenção! Essas mesmas políticas foram aplicadas por Geraldo Alckmin, o vice de Lula, durante os seus quatro mandatos à frente do governo do Estado de São Paulo, o principal da Federação.

Nas eleições de 2010 e 2014, o PSDB somente conseguiu passar ao segundo turno, por causa de manobras e “certas coincidências” que aconteceram. Por exemplo, a estranha morte de Eduardo Campos ou as candidaturas de Marina Silva que possibilitaram a divisão dos votos da direita com uma pequena diferença para o PSDB.

Nas eleições de 2018, o desempenho eleitoral do PSDB foi desastroso. Geraldo Alckmin, apesar de ter aderido à campanha a favor da Operação Lava Jato e contra Lula, apenas conseguiu obter 5% dos votos.

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Assim, o PSDB, assim como todos os setores de centro não somente no Brasil, mas também na América Latina e no mundo, conforme a crise capitalista avança, tendem a sofrer enorme desgaste e mesmo a desaparecer.

Em situações de crise muito profunda, a burguesia endurece o regime e fortalece o polo mais reacionário, além de pôr em cena o fascismo, os militares e outros mecanismos “extra institucionais”. Esta política tende a colocar em movimento os trabalhadores e as massas que são impactadas em cheio pelo repasse da crise sobre as suas costas.

Neste momento, a candidatura preferencial do imperialismo norte-americano no Brasil é a de Lula/ Alckmin. Este último é a garantia principal para a burguesia por tratar-se de um elemento provado e que não tem vínculos com o movimento de massas. Lula não passa de uma rainha da Inglaterra

E o fundamental é o brutal e crescente controle sobre o processo eleitoral brasileiro que somente pode levar à imposição de direitismo nos principais estados e no Congresso.

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É evidente que buscar resolver os problemas do povo brasileiro submetendo-nos aos interesses do capital em crise é uma política suicida. Até como o disse Henry Kissinger, o ex e superpoderoso chefe do Departamento de Estado, responsável por haver imposto as ditaduras sanguinárias na América Latina: 

“Ser inimigo dos Estados Unidos é uma má ideia, mas ser amigo é fatal”.

Os trabalhadores e as massas inevitavelmente entrarão em movimento no próximo período conforme a situação for tornando-se cada vez mais insuportável.

O papel dos verdadeiros revolucionários é justamente organizar e orientar as massas em luta.

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