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Desemprego em baixa ou em alta no Brasil?

Desemprego em baixa ou em alta no Brasil?

De acordo com o último informe do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o desemprego caiu para 9,8% em maio, com 10,6 milhões de trabalhadores afetados.

Para os trimestres fechados em maio seria a menor taxa desde 2015.

Supostamente seria a primeira vez em que o desemprego caiu para baixo dos dois dígitos.

O número de ocupados teria atingido um recorde com 97,5 milhões, o que representaria um aumento anual de 10,6%.

Com o relaxamento da pandemia, teria sido criadas 466 mil vagas no setor público, na defesa, seguridade pessoal, educação, saúde humana e serviços sociais.

No comercio há havido uma redução leve do número de vagas, mas a recessão industrial, que seria uma grande fonte geradora de empregos, tem atingido em cheio a economia brasileira, em níveis dramáticos. E continua avançando de maneira cada vez mais acelerada.

Com o levantamento da “pandemia”, que foi transformada pelo governo Bolsonaro em “endemia”, o emprego teve uma melhora parcial, mas seria uma melhora dentro do que já era muito ruim.

Os novos empregos são de salários baixos e no setor público ou de serviços.

Não há absolutamente nenhum plano para uma grande geração de empregos no setor produtivo.

Somente um grande programa de obras públicas teria condições de mudar a situação. Mas o problema radica de onde tirar os recursos. A solução seria relativamente “fácil”; por exemplo, cancelar a ultra-corrupta dívida pública, a espoliação financeira imposta pelo imperialismo, fazer uma profunda “revolução agrária” e acabar com o direcionamento das exportações para a especulação financeira mundial.

Um programa para tirar o Brasil e a América Latina, neste momento, só pode ser levado em frente pelo movimento revolucionário, encarnando-o no movimento de massas e com independência de todos os setores da burguesia que se encontram muito apertados pelo imperialismo em crise.

Mas o que o poder de compra dos trabalhadores nos diz?

De acordo com o Informe, o rendimento médio ainda é 7,2% menor que há um ano. Teria passado de R$ 2.817 para R$ 2.613.

O impacto principal sobre os rendimentos dos trabalhadores está na inflação e no peso maior dos trabalhadores com rendimentos menores.

O volume total do rendimento dos trabalhadores teria aumentado 3% em relação ao trimestre anterior, para um total de R$ 249,8 bilhões. Mas ainda continua longe da mas de rendimento real anterior à “pandemia”, R$ 262,6 bilhões.

Os trabalhadores “desalentados”, aqueles que já não procuram emprego e que não são considerados pelas estatísticas somam 4,3 milhões, ou 1,3 milhões a menos que há um ano.

A taxa de informalidade teria ficado em 40,1% ou 39,1 milhões de trabalhadores informais, que não trabalham formalmente por não encontrarem empregos formais. O índice é um pouco maior que o do mesmo trimestre de 2021, quando foi de 39,5%.

Os trabalhadores “subutilizados” somaram 25,4 milhões, ou 21,8% do total, com uma queda de 1,8 milhões em relação ao trimestre anterior.

O número de subocupados devido ao escasso número de horas trabalhadas se manteve em 6,6 milhões.

DESEMPREGO REAL DE 40%

A população total do Brasil é de aproximadamente 220 milhões de pessoas. A População Economicamente Ativa (PEA) está estimada, de acordo com as estatísticas oficiais do IBGE, em, aproximadamente, 103 milhões de pessoas. Se considerarmos as pessoas entre 14 e 65 anos, o número passa para, aproximadamente, 128 milhões.

Existem em torno de 11,5 milhões de pessoas que diretamente não estão incorporadas ao mercado de trabalho: a população carcerária (superior a 700.000 pessoas, recorde mundial em crescimento), os incapacitados para o trabalho (mais de sete milhões) e os dependentes nas famílias com rendimentos acima de 20 salários mínimos (estimamos em quatro milhões de pessoas, considerando dois dependentes para cada uma das dois milhões de pessoas que têm esses ingressos). Se desconsiderarmos, ainda, os mais de três milhões de pessoas que estão na faixa de 10 a 14 anos e entre 65 e 70 anos, que estão trabalhando, concluímos que, pelo menos, 117,5 milhões de pessoas compõem a PEA real, em torno a 20 milhões de pessoas a mais do que as manipulações estatísticas oficiais do IBGE consideram.Os trabalhadores com carteira assinada somam hoje apenas pouco mais de 32 milhões, ou quase 40% da PEA, dos quais, uma boa parte são terceirizados.

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