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A seis anos do golpe contra o governo Dilma

A seis anos do golpe contra o governo Dilma

Era favas contadas, uma vez que a própria cúpula do PT abandonou o barco e entregou a Presidenta Dilma aos lobos... Você realmente conhece os passos que permitiram o golpe?

As favas contadas do impeachment

O afastamento da Presidenta Dilma Rousseff, aprovado por 61 votos a 20, aconteceu no dia 31 de agosto de 2016. Era favas contadas, uma vez que a própria cúpula do PT abandonou o barco e entregou a Presidenta Dilma aos lobos.

Ela própria tinha feito um acordo com a direita pelo qual não perdeu os seus direitos políticos e até chegou a se candidatar como senadora por Minas Gerais, e quase ganhou.

Tudo teve um cheiro muito parecido com a operação realizada com a prisão de Lula que o impediu de concorrer às eleições de 2018. Esse foi um dos componentes principais para impor o bolsonarismo no Brasil que foi um dos instrumentos principais para consolidar os brutais ataques da Operação Lava Jato.

Agora, como por arte de mágica, tudo o que era acusação contra Lula foi levantado. Os antigos heróis e paladinos da suposta luta anti-corrupção foram silenciados. E a chapa Lula/ Alckmin (este último um direitista provado em quatro governos no Estado de São Paulo) deverá vencer, patrocinada pelos mesmos que impuseram a sequencia de golpes de estado com o objetivo de massacrar o Brasil.

As cúpulas do PT, PCdoB, Psol, PDT e de tudo o regime político estão mudas e caladas.

O PT a favor de qual legalidade?

Não por acaso, em 19 de agosto, a Direção Nacional do PT declarou, em nota oficial, que não concordava com a política de Dilma de chamar novas eleições gerais ou um referendo. Após a confirmação do impeachment, a cúpula do PT aderiu à bandeira do “Eleições Já”, além de manter a bandeira da reforma política. Estas são bandeiras que também interessam à direita, principalmente aos setores mais ligados ao imperialismo.

O fortalecimento da “governabilidade” é a condição para poder avançar na aplicação dos ataques contra os trabalhadores. As próximas eleições municipais deverão trazer como resultado o enfraquecimento do PT e o fortalecimento da direita. Isso não devido à popularidade dos ataques da direita contra os trabalhadores, mas ao domínio das alavancas burocráticas do estado.

A “justificativa” da direita para o afastamento da Presidenta não passou de um cinismo, de um golpe de estado branco, de tipo parlamentar. As “pedaladas fiscais”, os truques contábeis, têm sido aplicadas por todos os governos anteriores, e continuam sendo aplicadas, no mínimo, pelos principais governos estaduais e municipais. Logo, o impeachment deveria acontecer contra muitos políticos do primeiro escalão do regime, inclusive contra aqueles que aprovaram o afastamento da Presidenta.

O papel da “frente popular”: conter as massas enquanto a direita ataca

O PT deverá ser ultrapassado numa ascensão das massas no próximo período. Esse é o grande temor da burguesia e principalmente do imperialismo norte-americano.

A “frente popular” se baseia em partidos burgueses de base operária, que se valem do controle dos sindicatos e dos movimentos sociais para conter as massas e manter a “governabilidade” em favor de setores dos capitalistas. Trata-se de um governo conciliador, reformista – que no caso dos governos do PT nem ao menos chegou a fazer reformas estruturais – e, fundamentalmente, um governo totalmente integrado ao regime de conjunto. O PT não é um partido para fazer a revolução nem tampouco para organizar os trabalhadores de maneira independente da burguesia. Controlado por uma cúpula traidora, ele cumpre a função de segurar os trabalhadores por meio de migalhas, cada vez menores, já que os recursos têm se tornado cada vez mais escassos, em troca de manter os cargos e privilégios pessoais da burocracia.

Durante os governos Lula, onde na época houve a bonança, o movimento sindical e social foi completamente paralisado. Isso ocorreu por meio da compra de lideranças, que foram cooptadas principalmente por empregos nas empresas públicas. Os governos Lula duplicaram o número de sindicalistas que receberam empregos, chegando, neste momento, a aproximadamente cem mil. Somente nos Correios, para se ter ideia, são 1.500 ex-sindicalistas empregados. Hoje, os burocratas da “frente popular” ainda ocupam uma boa parte dos escalões secundários do governo e, por esse motivo, se transformaram numa “esquerda golpista”, integrada ao golpe.

Os revolucionários diante da paralisia dos movimentos sociais e sindical

Atualmente, ainda vivemos um momento de paralisia dos movimentos sociais e sindical, em primeiro lugar, por causa da política de traições da “frente popular”.

Para controlar a situação política, os governos Temer e Bolsonaro duplicaram o déficit público. No caso de Temer, de R$95 bilhões, que o governo Dilma iria deixar, para R$170 bilhões. Com isso, conseguiu conter e adiar os ataques mais fortes contra a população, aplicando a política de “comer pelas beiradas”, que no geral foi mantida por Bolsonaro.

Essas políticas, junto com a incorporação ao regime político das direções dos sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, têm conseguido conter o levante das massas, apesar da continua piora generalizada.

A chamada “esquerda” institucional, como um todo, tem entrado numa forte depressão, em grande medida, porque a esquerda brasileira, em geral, é petista, ou seja, é “frente populista”. Agora mais ou menos reviveu turbinada pelo cretinismo eleitoral, numa das eleições mais fraudulentas da história.

26 pontos da fraude que levaram a vitoria do bolsonarismo em 2018/

A esquerda revolucionária acabou ocupando um espaço muito pequeno devido ao longo tempo de “neoliberalismo”, à paralisia do movimento de massas e à incapacidade de construir-se como um polo de aglutinamento dos verdadeiros revolucionários.

O que está colocado, neste momento, é justamente agrupar a defesa contra os ataques promovidos a mando do imperialismo norte-americano.

A situação política não permite a convocação de uma greve geral política, já que se trata de uma conjuntura não-revolucionaria com as direções das organizações de massa profundamente cooptadas.

Com base nas bandeiras de luta fundamentais, devemos buscar impulsionar um grande movimento. A classe operária tende a se mobilizar no Brasil, e em escala mundial, conforme os ataques começarem a se fortalecer contra os trabalhadores.

Está colocado para o próximo período, o enfrentamento direto entre a burguesia e o proletariado. A classe operária, que ficou adormecida num grande “sono neoliberal” por mais de três décadas, deverá acordar e entrar em cena no cenário político nacional e mundial como o principal agente da mudança social, da classe que tem como tarefa histórica a destruição do capitalismo e a construção da sociedade socialista.

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