ArabicBasqueBelarusianCatalanChinese (Simplified)DutchEnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish
Como cair que nem patinho nos golpes do imperialismo

Como cair que nem patinho nos golpes do imperialismo

O PCO publicou uma matéria intitulada “Seria Lula o candidato de George Soros e dos bancos?” É possível acreditar em tamanha besteira política? Vamos lá...

O PCO (Partido da Causa Operária) publicou uma matéria intitulada Seria Lula o candidato de George Soros e dos bancos?

De acordo com o PCO, Lula não seria o candidato do imperialismo porque Bolsonaro seria ainda mais entreguista.

“Mesmo que Lula se dispusesse a fazer todo tipo de concessões ao imperialismo (o que não é o caso), este não teria confiança, pois a base empurra Lula para a esquerda. Não podemos nos esquecer que o PT controla a CUT, o MST. O imperialismo precisa de um candidato como Temer, sem compromisso com a classe trabalhadora ou base social.“

“O nacionalismo, portanto, está em contradição com o imperialismo.“

Se bem isso é verdade em termos absolutos, em termos concretos há a política concreta do imperialismo norte-americano para a América Latina. Com o aperto da crise capitalista mundial a meados da década passada, os Estados Unidos apearam os “governos semi nacionalistas” da região e impuseram governos de direita, tais como Duque na Colômbia, Sebastián Piñera no Chile, Bolsonaro no Brasil, Maurício Macri na Argentina e Lacalle Pou no Uruguai.

O desgaste ocasionado pelos ataques desses governos contra a população provocou enorme levantes em vários países. Evidentemente o limite para os ataques são os lucros e a revolução.

O governo Biden começou a impor governos de “esquerda” hiper direitizados, a partir do governo de Gabriel Boric no Chile. Continuou com Petro na Colômbia e agora tem Lula/ Alckmin como seu candidato no Brasil.

O objetivo é estabilizar os ataques anteriores, continuá-los em menor escala e, principalmente, conter a revolução enquanto prepara a volta da direita para bater com força novamente.

Nos Estados Unidos, o imperialismo atua, no Brasil não?

Nos Estados Unidos, “O truque para fazer a esquerda apoiar Biden foi pintar o espantalho e colocar a luta política como sendo a ‘civilização x barbárie’, ‘democracia x fascismo’.”

Mas no Brasil o “truque”, ou seja , a política do imperialismo nem sequer existe. Ou dito em outras palavras, o imperialismo não atua no Brasil.

É possível acreditar em tamanha besteira política?

No Brasil, o imperialismo aplica a mesmíssima política. Busca identificar com Bolsonaro e a extrema direita tudo o que puder questionar a sua política.

Se, por exemplo, alguém questionar as mega fraudadas urnas eletrônicas, é bolsonarista. Idem se questionar as “vacinas” e a “pandemia”.

DA UMA OLHADA AQUI:
Os 26 pontos da fraude que lavaram a vitoria do bolsonarismo em 2018

Qual é o papel da imprensa burguesa?

O PCO diz: “O ex-presidente sofre, e sofreu, uma verdadeira perseguição por parte da imprensa burguesa.”

Na realidade, agora até a mega golpista Rede Globo passou a apoiar Lula/ Alckmin abertamente e a bater duramente em Bolsonaro. Uma mudança digamos que um tanto radical, algo assim como de 180 graus, em relação à campanha que fez para impor o bolsonarismo em 2018.

A imprensa burguesa no Brasil se encontra totalmente comprada pelas grandes corporações imperialistas. Não seria o normal, que defendam a política do imperialismo?

A fraude das eleições de 2018

O PCO diz: “A prova de que Lula não é o candidato do imperialismo, foi a grande fraude processual da qual foi vítima” nas eleições de 2018.

Se bem essa perseguição existiu e foi parte da maior fraude eleitoral em 100 anos, hoje mais parece que se tratou de um “acordo” do qual participou a cúpula do PT. Isso explica a maneira tão pelega como Lula se entregou na Sede dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo em abril de 2017.

Quem era o candidato do imperialismo em 2018?

Em 2018, Bolsonaro não era o candidato do imperialismo, e sim Geraldo Alckmin, à época no PSDB.  Ocorre que sua candidatura não decolou. A burguesia recorreu, mandou seu capacho, Ciro Gomes, retirar apoio de Fernando Haddad, substituto de Lula, e Bolsonaro se elegeu.”

No conto de fadas do PCO, para justificar o apoio a Lula/ Alckmin a qualquer custo, vale qualquer manobra.

Na realidade, o candidato preferencial do governo Trump era Bolsonaro em 2018, que era o candidato natural da Operação Lava Jato, o principal instrumento do imperialismo norte-americano para avançar em brutais ataques contra o Brasil e a América Latina.

Alckmin não poderia cumprir um papel central dado que o PSDB sofria um desgaste terminal. Desde 2012, somente se manteve no páreo por causa de manobras realizadas com Marina Silva.

A direita tradicional ficou hiper desgastada não somente no Brasil, mas em toda a América Latina e no mundo desde o colapso capitalista de 2008.

O fator Alckmin

O PCO diz sobre Alckmin: “Com certeza esse é um grande erro da política de alianças do PT, colocar Alckmin como vice na chapa de Lula. O (ex)tucano era justamente o candidato do imperialismo na última eleição. Mas, nem mesmo sua presença detestável representa uma guinada ou que transforme Lula no candidato do grande capital.”

Então qual teria sido a função da imposição de um elemento tão direitista e provado como o ex-governador do Estado de São Paulo durante quatro períodos como vice do Lula?

Não seria justamente direitizar a candidatura Lula e convertê-la numa espécie de rainha da Inglaterra para conter as revoltas dada a popularidade de Lula em algumas regiões do Brasil?

O PCO acha que pode justificar sua política podre, a reboque do PT, o que somente pode estar turbinada a $$$, simplesmente tampando o sol com a peneira; dizendo que a dupla Alckmin não significa nada, sendo que na verdade, significa tudo.

Simone Tebet seria a candidata do imperialismo?

Segundo o PCO, o “candidato legítimo” do imperialismo seria Simone Tebet, uma candidata que se encontra em quarto lugar nas pesquisas.

Aqui o PCO do Sr Rui Costa Pimenta já passou de todos os limites na tentativa de nos fazer de trouxas.

O imperialismo, o super grande capital, o dono, amor e senhor, do Brasil e da América Latina, é muito concreto. E atua concretamente para defender seus interesses no seu quintal traseiro.

O imperialismo nunca irá defender uma candidatura para perder. A menos, obviamente, que tenha como objetivo catapultá-la tal qual o fez nas eleições de 2018 nas eleições para senador e para governadores.

A esquerda pequeno-burguesa e a revolução

A esquerda pequeno-burguesa hoje se integrou totalmente, com mala e cuia, ao regime político, aos interesses do imperialismo norte-americano.

O abandono da revolução é total. Mas não somente isso. O abandono de qualquer coisa parecida com luta é total.

No caso do PT e seus penduricalhos, dos quais o PCO é um deles, as burocracias que controlam a CUT, o MST ou outros movimentos sociais são responsáveis por terem mantido a paralisia do movimento de massas nos últimos seis anos, pelo menos.

O rápido aprofundamento da crise capitalista mundial é o combustível dos levantes de massas e da revolução.

O movimento de massas deverá ultrapassar as organizações burocratizadas de massas, que hoje se encontram controladas por pequeno-burgueses corruptos e arrivistas.

Nada muito diferente do que aconteceu no final da década de 1970 e acabou liquidando com a Ditadura Militar.

É para esse cenário que os verdadeiros revolucionários e lutadores sociais devemos nos preparar. 

COMPARTIR:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Deja un comentario

Plataforma Latino Americana