Por trás da campanha para deixar Bolsonaro inelegível

Por trás da campanha para deixar Bolsonaro inelegível

Como preservar o fascismo para depois usá-lo. Saiba o que está por trás da campanha para deixar Bolsonaro inelegível

O Bolsonarismo foi imposto no Brasil como parte de um amplo movimento de extrema direita impulsionado como uma política regional pelo governo Trump, com o objetivo de escalar o saque da América Latina no contexto do aprofundamento da maior crise capitalista de todos os tempos.

As eleições de 2018 representaram a maior fraude eleitoral em 100 anos.

Em 2022, os mesmos golpistas que impuseram o Bolsonarismo, a mando do imperialismo norte-americano, e que impuseram a prisão de Lula, a mando do mesmo patrão, impuseram a vitória de Lula/Alckmin.

A tentativa de golpe fake do 8.1.2023 permitiu estabelecer a governabilidade do governo atual e converteu uma boa parte dos Bolsonaristas em base de apoio.

Os direitistas que foram impostos no Congresso e nos governos estaduais tinham sido eleitos em grande medida com o dinheiro público, gastando a rodo nos meses anteriores às eleições de 2022.

A conta foi passada para o povo brasileiro que agora está sendo cobrada por meio de vários mecanismos, a começar pelo chamado Arcabouço Fiscal que representa o maior ataque contra o povo brasileiro em décadas, que é ainda pior que o teto de gastos imposto no governo de Michel Temer porque estabelece limites até para o aumento dos gastos sociais, enquanto para os especuladores financeiros que lucram com os mecanismos ultracorruptos da dívida pública o limite é o céu.

O enfraquecimento do Bolsonarismo não implica no fim do fascismo

O Bolsonarismo foi o mecanismo para canalizar institucionalmente o movimento fascista gerado pelos mesmos golpistas de sempre em 2013 e que além de ter imposto o governo Lula/Alckmin agora o controlam.

O Bolsonarismo está sendo descartado porque já cumpriu o seu papel. Agora já desgastado foi trocado por um governo “esquerdista” ultradireitizado, como parte da política preferencial do governo Biden para a região: Chile com Boric, Colômbia com Petro e agora no Equador com uma movimentação no mesmo sentido.

O controle do Bolsonarismo não implica em que o fascismo, como movimento reacionário nas ruas, tenha sido descartado.

Exatamente o oposto. Está sendo preservado, “limpado” das loucuras folclóricas do Bolsonarismo para voltar a usá-lo, com outra roupagem, assim que o inevitável movimento de massas entrar em cena.

Isto para a burguesia é importante porque já em várias ocasiões (a última foi em 2013) ficou evidente que as massas podem ultrapassar as forças repressivas.

A única força política que pode derrotar o fascismo, e mesmo o Bolsonarismo, apesar da sua decadência, são os trabalhadores e o povo nas ruas.

O apoio aos golpistas, como o faz a “esquerda” institucional, representa uma total traição ao povo e implica em passar-se ao campo da direita golpista, com mala e cuia.

A tarefa que nos incumbe é justamente organizar o movimento de massas que entrará em movimento de maneira espontânea por causa da cooptação das direções das suas organizações de luta.

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