O que a esquerda brasileira deve aprender das eleições argentinas?

O que a esquerda brasileira deve aprender das eleições argentinas?

Aprendendo as manobras da burguesia na Argentina para que essas manipulações não passem mais no Brasil.

A FIT-U (Frente de Esquerda-Unidade) é uma frente eleitoral encabeçada pelo PTS, o Partido Obrero, a Esquerda Socialista e o MST (Movimento Socialista dos Trabalhadores).

A queda da votação foi do 50%, apesar de agora ter somado os votos do MST.

A pergunta que a esquerda devia fazer é como pode a esquerda centrista argentina ter perdido esse número de votos enquanto Milei os ganhou?

A resposta deve ser clara. Milei apresentou um programa pela extrema direita à crise.

A FIT-U fez uma campanha eleitoralista orientada a ganhar votos e se embrenhou numa briga de foice por cargos.

O candidato do Partido Obrero, Javier Solano, obteve apenas 0,8% dos votos e como partido somente conseguiu superar a cláusula de barreiras na Cidade de Buenos Aires e na Província de Salta.

A votação nos bairros pobres foi fraca e em grande medida sucumbiu a Milei.

Isso é fruto da política parlamentarista e da dissolução das bandeiras de luta revolucionárias no movimento popular geral.

A FIT-U não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreiras em 11 províncias.

Como os trabalhadores não estão sendo chamados a lutar para enfrentar a crise e a campanha está centrada em enfrentar a extrema direita, igualzinho ao que foi feito no Chile, na Colômbia e no Brasil, até o potencial eleitoral será direcionado a enfrentar a Milei.

Isso que dizer que a votação de outubro na candidata do PTS será pírrica porque os votos serão direcionados para a direita tradicional e o peronismo em contra da nova extrema direita.

O cretinismo parlamentar só conduz à incorporação ao estado burguês e ao abandono das bandeiras de luta.

A tarefa colocada é construir a vanguarda revolucionária dos trabalhadores, em contra do capital, do imperialismo e com profundo caráter internacionalista, na teoria e na prática.

É preciso levar a política revolucionária por meio da agitação e da propaganda aos movimentos de massas em luta.

As massas podem até votar na extrema direita por causa da demagogia e o escasso cardápio eleitoral que a propaganda oficial apresenta.

Mas os trabalhadores e o povo em geral é prático e se somará às ações de luta que inevitavelmente virão de maneira muito rápida, como é normal em toda situação de profunda crise do capitalismo.

A nossa atuação nas eleições burguesas, com candidatos próprios ou não, deve ser estritamente atuar para expor o nosso programa revolucionário aterrizado como políticas concretas que apresentem saídas para os trabalhadores e o povo.

E nesse sentido devemos buscar aumentar as ligações com os movimentos de luta e impulsionar o recrutamento dos melhores lutadores para a luta política contra o regime.

Devemos intervir com eficiência e eficácia na maior crise capitalista de todos os tempos.

Devemos deslindar os campos com os oportunistas e ter como guia e divisor de águas o nosso Programa, a nossa Plataforma de Luta e as táticas para avançar neste período rumo à revolução socialista mundial.

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