Corte de gastos sociais pelo governo Lula/ Alckmin à vista

Corte de gastos sociais pelo governo Lula/ Alckmin à vista

Quem paga o pato e a que custo? Os cortes impactaram iniciativas como a Farmácia Popular, o Auxílio Gás e inúmeras escolas de ensino integral.

A volatilidade da crise capitalista mundial está impactando a relativa estabilidade da economia brasileira.

Após a alta do dólar de R$5 para R$5,35, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que seria necessário proceder a cortar gastos para manter as metas do governo.

Por quê e a quais gastos ele se referiu? 

Os cortes impactaram iniciativas como a Farmácia Popular, o Auxílio Gás e inúmeras escolas de ensino integral.

Como exige o novo arcabouço fiscal, aplaudido pelo PT e a suposta exquerda institucional Brasileira.

Já faz algumas décadas que o Brasil está com uma faca no pescoço, imposta pelo imperialismo norte-americano, que prioriza o saque financeiro de toda a região.

Essa política tem piorada desde a crise de 2008 e muito mais desde a “pandemia” por causa da queda das taxas de lucros das super grandes empresas.

Os mecanismos mais podres do saque financeiro, como a ultra corrupta dívida pública, provocam uma sangria monumental aos recursos brasileiros e, em boa medida, é por esse motivo que não há dinheiro para saúde, educação, esporte, cultura, aumentos salariais e que as empresas públicas tenham sido entregues a troco de nada.

Quem paga o pato?

O Ministério da Fazenda que busca limitar o aumento do piso da saúde e da educação para 2,5% .

Alguns benefícios previdenciários devem ser desvinculados do salário mínimo, rumo a desvincular as aposentadorias. O objetivo é privatizar a Previdência em favor fundos de pensão privados, tendo como modelo o Chile.

Os aumentos salariais neste ano estão praticamente zerados. Lula pessoalmente fez campanha para que os professores universitários levantassem a greve sem aumento.

O processo de entrega das estatais continua a todo vapor, por meio das terceirizações e as concessões a troco de nada, mesmo nas estatais retiradas da privatização, como os Correios.

A dependência do chamado «agronegócio» ultra depredador é cada vez maior.

O governo e o regime brasileiro se encontra pendurado na brocha porque apostou a relativa “estabilidade» na entrada de capitais especulativos pagando as maiores taxas de juros para especular com a corrupta dívida pública, o que foi facilitado com o Arcabouço Fica (para os gastos sociais exclusivamente), a Reforma Tributária e a reforma do CARF, orientados a facilitar a entrada e saída desses capitais.

Não é difícil adivinhar o que acontecerá quando esses capitais abandonarem o Brasil. 

A perspectiva é que a década de 1980 pareça um jogo de crianças comparada com o que está para vir. A situação atual da Argentina dá uma pista; e não esquecer que o efeito tango está sempre presente.

A crise e os trabalhadores

A estabilidade brasileira mais parece com a estabilidade antes da tempestade.

Os trabalhadores enfrentam dura situação com salários hiper rebaixados enquanto segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) ao realizar a pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o salário mínimo ideal para 2024 deveria ser de R$ 6.946,37 em Maio deste ano.

O desemprego, além das 12 grandes regiões metropolitanas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) , atinge mais de 25 milhões de trabalhadores.

O custo de vida explodiu apesar da estatística oficial mentirosa da inflação, principalmente dos alimentos, aluguéis e outros produtos básicos.

Os empregos registrados estão sumindo do mapa e praticamente todos os trabalhadores estão sendo empurrados para tornar-se trabalhadores de aplicativos.

As organizações de luta dos trabalhadores têm sido tomadas por direções corruptas que, principalmente, após o ano de 2020, quando aconteceu um grande acordão com a Operação Lava Jato e o governo Bolsonaro, paralisaram todas as lutas.

A saída só pode estar na organização da luta pela base, independente de todos os setores dos exploradores, o que inclui os burocratas sindicais e dos movimentos sociais.

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