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O escândalo da usina hidrelétrica de Belo Monte

O escândalo da usina hidrelétrica de Belo Monte

(cujo custo foi de três vezes o da privatização da Eletrobras)

A usina elétrica de Belo Monte, sobre o Rio Xingú, representa um dos casos mais escandalosos do projeto de ampliação energética no Brasil, dando sequência aos ultra-corruptos projetos no Rio Madeira e no Jiraú, entre outros.

O valor inicialmente previsto para a construção de Belo Monte era de R$ 6 bilhões. O novo número oficial acabou superando os R$ 35 bilhões, mas o valor total real chegou aos R$ 60 bilhões.

Considerando ainda que as linhas de transmissão custaram em torno de R$ 30 bilhões, o custo final não foi muito inferior a R$ 100 bilhões. Isto é, 17 vezes o valor original! Ou três vezes o valor da privatização da Eletrobras!!

Além do escândalo dos preços envolvidos, a própria obra em si representa um “absurdo”, uma afronta contra o povo brasileiro trabalhador.

A produção de energia é de 11 megawatts, mas devido ao fluxo de águas do Rio Xingú, a hidrelétrica fica parada pelo menos três meses por ano. Por esse motivo, a produção real de energia elétrica cai para três ou quatro megawatts.

O assoreamento do leito do Rio Xingú, faz com que a vida útil de Belo Monte não passe dos 30 anos.

Um dos aspectos mais criminosos das usinas no Amazonas é que Belo Monte só será viabilizada se forem construídas mais 50 hidrelétricas na região. Ou seja, o sonho verde implodido dos ecologistas que apoiaram os governos do PT.

Os custos sócio ambientais passam pela inundação de tudo o que não deveria ser inundado, até o Parque do Xingú, área de 40 mil quilômetros quadrados habitado por várias tribos indígenas, e a seca de áreas que, em princípio, não deveriam ser secadas.

Qual é o verdadeiro objetivo da hidrelétrica de Belo Monte?

A frente do Ministério de Minas e Energia durante os governos do PT esteve o grupo de José Sarney.

Foram repassados enormes volumes de recursos públicos para manter a estabilidade política do país. Por este motivo, o imperialismo tentou viabilizar o PSDB como instrumento de entrega do país e até de direcionamento dos recursos que hoje são controlados por esses setores.

A crise do chamado “modelo neoliberal” que começou a aparecer no Brasil em 1998 dificultou avançar nesse sentido. Mas a apropriação direta desses recursos pelos monopólios sempre estiveram no foco do imperialismo; faz parte das contradições entre esses setores e uma burguesia que lucra com o controle direto da economia nacional.

O principal objetivo da construção da hidrelétrica de Belo Monte foi abrir o Amazonas para a produção barata de minerais diversos, como minério de ferro, ouro e níquel.

A energia elétrica barata seria utilizada para viabilizar essa produção, que terá como destino a especulação financeira nas bolsas futuro de commodities (matérias primas).

Os grandes monopólios estão por trás do fornecimento de turbinas e equipamentos de alta tecnologia. As empreiteiras até desistiram de entrar como sócias e impuseram ao governo serem transformadas em prestadoras de serviço, em torno do consórcio da EletroNorte. Ou seja, risco zero e lucros garantidos.

O que a candidatura Lula/ Alckmin tem a dizer sobre isto?

O que os governos do PT fizeram sobre a Vale da Rio Doce, cuja “privatização” foi tão ou ainda mais escandalosa que a da Eletrobras?

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