ArabicBasqueBelarusianCatalanChinese (Simplified)DutchEnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish
Bolsonaro e as massas nas ruas

Bolsonaro e as massas nas ruas

O povo gosta de extrema-direita? O povo gosta de ter as suas necessidades e seus problemas resolvidos. Se partimos disso entenderemos os eventos que aconteceram na comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil.

Os eventos de comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil foram transformados em grandes mobilizações de massas da extrema direita.

Em princípio, as massas que foram às ruas foram teleguiadas pela extrema direita bolsonarista com o objetivo de alavancar a campanha eleitoral deste ano.

Pode-se dizer que Bolsonaro usou o poder do estado para promover os atos. E é verdade. Mas duas perguntas devem ser respondidas claramente:

Por que os trabalhadores e o movimento de massas não foram às ruas para se contrapor à extrema direita?

O povo gosta de extrema direita?

Por que os trabalhadores e o movimento de massas não foram às ruas?

A resposta a essa pergunta é mais do que óbvia.

As organizações de massas foram todas tomadas por pequeno-burgueses recalcitrantes e corruptos que só visam fazer negócios em benefício próprio com o sangue dos trabalhadores e do povo.

A CUT, MST, UNE, os principais sindicatos e organizações dos movimentos sociais foram cooptadas por partidos políticos integrados ao regime, tais como o PT, PCdoB e PSOL. São utilizadas como mobilização eleitoral, como “balcão de negócios” e como métodos de corrupção aberta com dinheiro do estado e dos patrões.

As organizações de massas foram construídas com muita luta e hoje se encontram inoperantes e paralisadas por causa de que os partidos políticos do regime as direcionam ao circo eleitoral.

Essa situação continuará para sempre?

A cooptação imposta pela Ditadura Militar, principalmente após os movimentos de 1968, foi ainda pior.

Os partidos políticos estavam proibidos e os sindicatos não passavam de organismos cartoriais, ainda piores que os que conhecemos hoje.

As grandes mobilizações que começaram a partir de 1977, como consequência da crise mundial de 1974, passaram por cima das direções pelegas ligadas à Ditadura.

Em 1983, a CUT foi fundada sob a base dos milhares de novos sindicatos classistas, da mesma maneira que o MST foi fundado sob a base da luta no campo.

No próximo período, a história se repetirá num nível muito maior e mais radical, para surpresa dos oportunistas e incautos.

O povo gosta de extrema direita?

O povo gosta de ter as suas necessidades e seus problemas resolvidos.

Com as organizações de massas paralisadas e manipuladas pelos oportunistas e corruptos da “esquerda” institucional, ficou um vácuo que está sendo tomado pelo fascismo tupiniquim.

Obviamente o Bolsonarismo não tem condições de atender às necessidades do povo. Mas a situação só pode mudar por meio de um grande ascenso de massas, que inevitavelmente deverá ser, ou pelo menos começar, espontaneamente.

O papel dos revolucionários é organizar-se para atuar ativamente no movimento de massas para organizá-lo, para dar um rumo às lutas espontâneas.

A inexistência de organizações de massas tradicionais, em praticamente o mundo todo, aumenta o desafio, pois temos a obrigação de entender a situação política atual e traçarmos as políticas de luta para a ação e para vencer.

COMPARTIR:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Deja un comentario

Plataforma Latino Americana