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Eleições Brasil 2022: o que vem a seguir?

Eleições Brasil 2022: o que vem a seguir?

Agora a demagogia enche a barriga? Agora as voltaretes do imperialismo passam desapercebidas em todo o continente?

O primeiro turno das eleições de 2022 no Brasil, mostraram uma clara aceleração da direitização generalizada do regime político.

A direita já controlou dois dos três principais estados da Federação, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e caminha para controlar também o principal estado do país, São Paulo.

A Câmara dos Deputados está controlada pela direita, não somente do Centrão, mas principalmente com um crescimento da extrema direita.

O Senado passou a ser controlado pela extrema direita, com o Bolsonarismo aberto sendo a principal força política.

A candidatura Lula já era muito direitizada, o que foi acelerado com a incorporação de ninguém que Geraldo Alckmin como vice.

Alckmin foi governador do Estado de São Paulo durante quatro mandatos, onde espelhou as políticas “neoliberais” abertas aplicadas nos dois governos de FHC.

Lula será obrigado a negociar uma frente ampla ainda muito mais ampla, com maiores concessões à direita. Essa é a política do imperialismo: um regime duro contra a população, capaz de aplicar políticas de entrega do Brasil profundas, com uma maquiagem, que agora é muito leve, de “democracia” validada pela presença de Lula.

O avanço do abstencionismo é um fenômeno normal do sistema burguês que tende a disparar em momentos de crise generalizada. E hoje representa a “segunda força política” no Brasil, mostrando o crescente descontentamento das massas.

O mais provável é que Lula/ Alckmin sejam eleitos no segundo turno, mas de conjunto, o regime será muito mais reacionário que inclusive o governo de Bolsonaro.

O imperialismo norte-americano impõe a paz no seu quintal traseiro e que todos os recursos sejam direcionados para conter a queda nos lucros das suas grandes empresas, assim como financiar seu esforço de guerra, como saída para a sua maior crise histórica.

A demagogia Lula poderá conter as massas durante um período, mas o mais provável é que seja breve. A demagogia não enche barriga e o abraço de urso do aprofundamento da crise capitalista mundial tende a se tornar cada vez mais duro e apertado.

No próximo período, deverão acontecer revoltas, protestos, revoluções. Que a burguesia tenta conter por meio da guerra, ditaduras, fascismo e afins, como estas eleições supostamente “democráticas”.

É neste cenário que nós, verdadeiros revolucionários, devemos estar capacitados para atuar.

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