Brasil: como avança a «democracia» contra o fascismo?

Brasil: como avança a «democracia» contra o fascismo?

No mundo da política nada é por um acaso, descubra o que esteve por de trás da invasão bolsonarista em brasília

Depois das manifestações bolsonaristas que aconteceram em Brasília, houve a união nacional do regime para “defender a democracia” contra os ataques dos “terroristas” e golpistas bolsonaristas.

Sob a intensa campanha da mesma imprensa golpista de sempre, dos grandes organismos empresariais e do STF (Supremo Tribunal Federal), ou seja dos mesmíssimos atores que impuseram o bolsonarismo em 2018, agora decorreu a defesa da “democracia”.

A essa campanha aderiram não somente o PT e seus satélites diretos, mas também a esquerda pequeno-burguesa brasileira e mundial, com a realização de vários atos em “defesa da democracia”, que se identificam com a defesa do governo Lula/ Alckmin.

Partidos da “extrema esquerda” institucional, como o PSTU e o MRT, organizaram atos em “Defesa da democracia e contra o terrorismo”, que na prática se colocaram a reboque e na defesa do governo Lula/ Alckmin.

Lutar contra o fascismo caindo nas manobras do imperialismo e da grande burguesia?

O STF suspendeu o governador de Brasília, o Distrito Federal, Ibaneis Rocha, porque teria sido negligente na invasão dos principais prédios públicos pelos grupos bolsonaristas, passando por cima dos mais de 800 mil votos que o elegeram.

A decisão foi decorrente de um pedido do Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União (AGU).

Também foram proibidas as manifestações políticas de rua durante 30 dias.

Essa política começa a tornar-se recorrente. Já tinha acontecido no mês passado, em dezembro de 2022, quando o STF suspendeu o prefeito de Tapurah (MT) por 60 dias.

Os precedentes contra os movimentos sociais e a esquerda revolucionária são muito importantes, principalmente no contexto de tramitação de todas uma série de leis que ampliam a já repressiva Lei Antiterrorista.

O bolsonarismo é um engendro da direita que domina o governo Lula/ Alckmin

O bolsonarismo despontou em 2018 como o ponto culminante do movimento fascista nas ruas que tinha sido posto em marcha em 2013 e que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Desse processo participaram todos os direitistas que agora se agrupam no governo Lula.

Este é um governo de “frente ampla” que após a repressão dos “cachorro louco” bolsonaristas passou a incorporar setores importantes do próprio bolsonarismo, a começar pelos três governadores dos três principais estados da Federação, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A ação do Judiciário facilita o endurecimento do regime porque se trata de um organismo que não tem nenhum controle popular, dotado de altos salários e privilégios e com ações recorrentes na defesa do regime vigente.

O objetivo da burguesia e do imperialismo é fortalecer a “institucionalidade” e a “governabilidade” como instrumentos para manter e ampliar o massacre dos trabalhadores e do povo brasileiro.

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