O plano de lula/ Alckmin para endireitar a economia: » De fazer inveja a Paulo Guedes»

O plano de lula/ Alckmin para endireitar a economia: » De fazer inveja a Paulo Guedes»

"Sim salabim" a mágia do plano econômico de Haddad. Nem Paulo Guedes foi tão ousado.

O governo Lula/ Alckmin, por meio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou o plano para ajustar as contas públicas.

O governo Bolsonaro deixou um rombo de R$ 150 bilhões por meio de reduções de impostos nos combustíveis que foram usadas para passar a impressão de que a economia brasileira estava indo bem, no contexto da maior crise capitalista da história, em pleno ano eleitoral. O déficit total foi de R$ 231 bilhões.

Com o plano do novo governo o rombo seria coberto e ainda ficaria um superávit de R$ 11,13 bilhões neste ano.

Os especuladores financeiros ficaram tão empolgados com o plano que no mesmo dia em que foi anunciado (12 de janeiro de 2023) o dólar despencou para R$ 5,10.

Alguns truques contábeis ajudaram nessas estimativas. Por exemplo, as receitas do PIS/ Pasep foram incorporadas como receitas primárias pela PEC da Transição, garantindo simplesmente com esse truque R$ 23 bilhões.

A reestimativa de receitas feita pelo Tesouro garante mais R$ 36 bilhões.

O grosso dos recursos virão de receitas extraordinárias que garantiram R$ 73 bilhões apertando o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para reduzir os valores de impostos que estão em litígio com as grandes empresas e que somam em torno a R$ 1 trilhão.

Se essa medida funcionar será uma das poucas vezes em que as grandes empresas perdem. E de qualquer maneira haverá o repasse aos preços o que impactará a inflação.

O valor mais importante virá das receitas permanentes das quais se esperam R$ 88 bilhões, principalmente com a derrubada dos impostos realizada pelo governo Bolsonaro sobre o PIS, Cofins e ICMS.

Quem paga a conta?

O golpe principal com as receitas permanentes será contra os mais pobres. Evidentemente haverá um aumento dos preços e da inflação.

A estimativa de redução de custos por meio da redução de despesas é de R$ 50 bilhões.

O coitado do Dr. Paulo Guedes deve estar morrendo de inveja do governo Lula/ Alckmin que em matéria de entreguismo está conseguindo ser mais papista que o Papa.

Não por um acaso os “sábios assessores” da transição do governo Bolsonaro ao governo Lula foram os pais do Plano Real do governo FHC, Pérsio Arida, Pedro Malan e Armínio Fraga.

Os elogios do governo norte-americano e de toda a grande imprensa mundial vinculada à especulação financeira foram abundantes.

A Rede Globo foi ao delírio. (leia mais sobre a rede globo e o governo aqui)

Sobre a brutal e escandalosa dívida pública, nem uma palavra.

Sobre as privatizações a troco de nada, nem uma palavra.

Sobre os vários mecanismos parasitários por meio dos quais o Brasil é dessangrado dia a dia, nem uma única palavra.

O governo Lula/ Alckmin (que é mais Alckmin que Lula) mantém o entreguismo dos governos anteriores em tudo o que é fundamental.

A crise só deverá aumentar e não conseguirá ser evitada por meio de planos sociais.

Os trabalhadores e o povo brasileiro irão acordar da pior forma possível sob o impacto da forte piora das condições de vida.

COMPARTIR:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Deja un comentario

Plataforma Latino Americana