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Roberto Jefferson: “a facada fake” contra Bolsonaro

Roberto Jefferson: “a facada fake” contra Bolsonaro

Como dizem "Justo como dedo no c*" O “circo policial-eleitoral” protagonizado pelo ex-deputado e aliado do Bolsonarismo, Roberto Jefferson, acabou com ele se entregando à Polícia Federal e com a queda de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais...

O “circo policial-eleitoral” protagonizado pelo ex-deputado e aliado do Bolsonarismo, Roberto Jefferson, acabou com ele se entregando à Polícia Federal após ter ficado horas atirando e até lançando granadas de mão e com a queda de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.

De novo, nos encontramos num cenário em que as informações são ultra manipuladas, nós somos feito de idiotas e a corrida eleitoral vai sendo calibrada de acordo com os interesses dos donos da América Latina e do Brasil, o imperialismo norte-americano.

O Bolsonarismo parecia um trator que ia passar por cima de Lula-Alckmin e que ainda imporá o Tarcísio contra Fernando Haddad com muita folga como governador no principal estado da Federação, São Paulo.

Nos programas eleitorais, Bolsonaro e o Bolsonarismo repetem os métodos de Collor de Mello e de Paulo Maluf. Apresentam um monte de obras; mostram muito o povo mais simples falando das supostas belezas da direita e do suposto brilhante futuro.

A propaganda de Lula está quase morta. Lula parece que pisou no freio com força. Uma propaganda chata, com tom professoral que é um tédio, totalmente na defensiva tentando se defender das acusações e provocações do Bolsonarismo. Num dos programas eleitorais, enquanto Bolsonaro aparecia na rua junto ao povo, Lula aparecia numa mesa, em frente a um radialista lamentando-se das acusações das quais era objeto.

A reversão da derrota de Lula/ Alckmin

A campanha com o freio de mão puxado, feita para perder, por Lula/ Alckmin somente não era o caminho certo para perder, porque apesar do enorme esforço realizado na prática nesse sentido, a candidatura é apoiada pelo governo Biden, a CIA, o imperialismo europeu, a Rede Globo, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Febraban (Federação dos Bancos).

Para reverter a tendência ao crescimento de Bolsonaro e do Bolsonarismo, “do nada” (como sempre, “do nada”, tudo por pura coincidência) aconteceram quatro fatos cruciais que mudaram o rumo.

O ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, anunciou que não aumentará as aposentadorias.

A fala de Jair Bolsonaro de que “teria pintado um clima” com umas adolescentes venezuelanas, o que era uma referencia folclórica e machista no sentido da prostituição infantil dos imigrantes foi explorado até dizer chega pela grande imprensa burguesa, encabeçada pela Rede Globo que é um dos principais apoiadores de Lula/ Alckmin.

O “neoliberal” e direitista ex-diretor do Banco Central de Lula, o banqueiro Henrique Meirelles, foi informalmente apresentado como o próximo ministro da Economia.

E como a cerejinha do bolo tivemos o circo policial eleitoral protagonizado por Roberto Jefferson.

Com esses componentes é evidente que o apoio de alguns grandes empresários a Bolsonaro fica inviabilizado. A campanha da imprensa burguesa a favor de Lula escalou.

O “democrático” STF (Supremo Tribunal Federal)

A “esquerda” burguesa e pequeno-burguesa, aliada da direita tradicional e formando a “frente ampla” contra o Bolsonarismo, foi ao delírio com a ordem de prisão de Roberto Jefferson decretada pelo ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Morais.

Jefferson se encontrava em prisão domiciliar e estava impedido de se manifestar publicamente sobre política. Mas vazou um vídeo onde ele chamou à ministra do STF Carmem Lúcia de “Bruxa de Blair” e outros epítetos. Isso foi suficiente para Morais decretar o crime.

O problema com esta e várias outras ações protagonizadas pelo STF é a transformação de opiniões em crimes de consciência. Isso é próprio de regimes abertamente ditatoriais.

O mais patético é a suposta “esquerda” colocando-se à mercê do fechamento do regime.

Todos os ministros dos supremos são indicados a dedo, não são eleitos e têm enormes e obscenos privilégios.

A Justiça deve aplicar as leis e não interpretá-las. A Constituição brasileira de 1988 garante o direito à opinião de todos os cidadãos.

Para onde vão as eleições de 2022 e o Brasil?

As eleições de 2022 no Brasil, estão sendo muito manipuladas pelo imperialismo norte-americano que precisa manter o principal país da América Latina pacificado para poder ir à guerra enquanto mantém a retaguarda muito controlada.

A guerra é a principal “saída” do capitalismo para a sua maior crise de todos os tempos, até por causa das gigantescas dificuldades para lidar com os volumes obscenos e crescentes de capitais fictícios.

O Bolsonarismo e a extrema direita já controlam o Congresso e os governos dos principais estados. Isso implica em que o próximo governo estará amarrado a essa realidade do regime.

A vitória de Lula Alckmin que está sendo imposta com energia pelo imperialismo e a grande burguesia, será a cara bonitinha de um novo governo muito mais reacionário que o anterior considerando o conjunto do regime político, incluindo o papel da direita nos os ministérios e nas empresas estatais, os supremos, os governos estaduais e as prefeituras, as assembleias legislativas e o Congresso Nacional.

O crescente fechamento do regime político tem como base o aprofundamento da crise capitalista como consequência da crise mundial.

É a crise o que põe em movimento os trabalhadores e as massas.

A imagem de Lula com certeza é um instrumento importante para manter uma certa pacificação. Também o é o protofascismo encabeçado por Jair Bolsonaro.

Mas também é evidente que esses instrumentos não podem ser páreo para um forte ascenso de massas, razão pela qual os órgãos repressivos não param de ser aperfeiçoados.

Os verdadeiros revolucionários temos como missão histórica entender o cenário para atuarmos com energia apoiando a organização do movimento de massas. No Brasil ainda está semiparalisado, a diferença da Europa por exemplo. No entanto, parece que estamos em cima de um vulcão prestes a entrar em erupção.

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1 comentario en «Roberto Jefferson: “a facada fake” contra Bolsonaro»

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