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Eleitos no fio da navalha:  A esquerda venceu?

Eleitos no fio da navalha: A esquerda venceu?

Ao contrário da festinha que mutos fazem o que está por vir, não será brincadeira. Hoje temos um novo presidente no país continental o qual por exemplo, dialogará com extrema direita nos três principais estados da Federação, a Câmara dos Deputados e o Senado...

No segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, Lula/ Alckmin foram eleitos por uma diferença muito pequena em relação a Jair Bolsonaro, que não chegou aos 2% dos votos válidos.

O grosso da votação em Bolsonaro vem principalmente do Sul e do Centro-Oeste.

Nos principais estados da Federação, Bolsonaro venceu.

O Bolsonarismo segue tão forte no Brasil como o Trumpismo nos Estados Unidos, em grande medida porque conta com o apoio semi-velado do imperialismo norte-americano.

Em São Paulo, o principal estado da Federação, a margem foi de mais de 10% dos votos válidos sobre Lula/ Alckmin. Mais ou menos acompanhando a vitória de Bolsonaro, aconteceu a derrota de Fernando Haddad (PT) de lavada para Tarcísio (Republicanos), o ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, que foi eleito à sombra de Bolsonaro.

No Rio de Janeiro, o segundo estado da Federação, a vitória de Bolsonaro foi gritante, com mais de 13% dos votos válidos.

No terceiro estado mais importante da Federação, Minas Gerais, Lula venceu por uma margem muito apertada, menos de 0,5% dos votos válidos.

No Rio Grande do Sul, a vitória de Bolsonaro foi por quase 13% dos votos.

Em estados menores e tradicionalmente conservadores, principalmente pela predominância do chamado “agronegócio”, Bolsonaro venceu por ampla margem: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre e Roraima.

No Nordeste, Lula venceu por ampla margem em todos os estados.

No Norte, a vitória de Lula foi por pequena margem no Amazonas e no Tocantins. Por ampla margem, Lula venceu no Maranhão e no Pará.

O abstencionismo continua forte

As abstenções, votos brancos e nulos somaram 38.186.932, ou 24,39% do total.

Do total de votantes habilitados, que somaram 156.545.011, votaram 124.038.328.

As abstenções somaram 32.506.683, ou 20,57% do total de votos, um pouco menor que os 20,94% (32.765.980 votos) do primeiro turno

Os votos nulos somaram 3,16% (3.916.937), um aumento de 0,34% em relação ao primeiro turno. Os votos brancos somaram 1,43% (1,763.312), 0,16% a menos que no primeiro turno.

Os votos nulos e brancos caíram muito segundo os dados oficiais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A tendência dos últimos anos tem sido ao aumento do abstencionismo no geral no segundo turno na comparação com o primeiro.

O que levou a essa mudança de tendência?

Poderia ter sido um aumento do medo da vitória de Bolsonaro que parecia vir como um trator nas redes sociais e nos programas de televisão enquanto Lula/ Alckmin pareciam mortos vivos?

Poderia ter sido a “facada fake contra Bolsonaro” protagonizada por Roberto Jefferson?

Ou poderia ter havido um dedinho dos nossos amigos da CIA ou da NSA manipulando algum ponto da contagem, por exemplo o mainframe da IBM?

São Paulo, os votos brancos e nulos 1ero turno

Rio de Janeiro, os votos brancos e nulos 1ero turno

Minas Gerais, os votos brancos e nulos 1ero turno

São Paulo, os votos brancos e nulos 2do turno

Rio de Janeiro, os votos brancos e nulos 2do turno

Minas Gerais, os votos brancos e nulos 2do turno

O crescimento do proto-fascismo no Brasil

O crescimento do bolsonarismo nos estados mais importantes do Brasil reflete a política imposta pela burguesia e o imperialismo norte-americano de fortalecer a extrema direita com o objetivo de contrapô-la ao inevitável ascenso do movimento de massas que aparecerá no próximo período como consequência do aprofundamento da crise capitalista.

O apoio ao bolsonarismo é grande nas igrejas evangélicas que são responsáveis por aproximadamente 35 milhões de votos, nas forças armadas e nas polícias, e o mais grave é que começou a penetrar em camadas importantes da população pobre, e ainda nos estados brasileiros mais importantes.

O bolsonarismo está sendo usado para preencher o vácuo político abandonado pelas organizações de massas que na prática, desapareceram do mapa por causa da cooptação e corrupção das lideranças, principalmente a partir dos governos Lula.

O bolsonarismo conta com o apoio aberto de alguns empresários secundários e encoberto do coração do sistema.

A polarização que é impulsionada pela grande imprensa entre o bolsonarismo por um lado, e o PT e seus aliados direitistas pelo outro, e que inclui a grande imprensa golpista, tem fortalecido o bolsonarismo, que se aproveita do crescente descontentamento da população com os políticos tradicionais e que não enxerga uma saída para a contínua piora das suas condições de vida.

O povo é pragmático. O governo Bolsonaro melhorou um pouco as condições de vida, manobrando com a redução dos preços dos combustíveis e implantando o Auxílio Brasil com R$ 640, o que representa muito para as famílias mais pobres.

O impacto do Auxílio Brasil foi menor no Nordeste por causa da enxurrada de programas sociais implantados na região pelos governos do PT.

O que esperar para o próximo período?

O aprofundamento da crise capitalista mundial representa o fator determinante da situação política e social no próximo período.

A extrema direita controla os três principais estados da Federação, a Câmara dos Deputados e o Senado.

O governo Lula/ Alckmin está marcado pelo fortalecimento do bolsonarismo e pela importância da direita na composição da “frente ampla”.

Lula será obrigado a negociar uma frente ampla ainda muito mais ampla, com maiores concessões à direita. Essa é a política do imperialismo: um regime duro contra a população, capaz de aplicar políticas de entrega do Brasil profundas, com uma maquiagem, que agora é muito leve, de “democracia” validada pela presença de Lula.

De conjunto, o regime de conjunto a partir do próximo ano, tende a ser muito mais reacionário que inclusive o governo de Bolsonaro.

O imperialismo norte-americano impõe com força a paz no seu quintal traseiro e que todos os recursos sejam direcionados para conter a queda nos lucros das suas grandes empresas, assim como financiar seu esforço de guerra, como “saída” para a sua maior crise histórica.

O impacto do endurecimento do regime contra os trabalhadores e as massas tem na base a piora sensível das condições de vida e conduz inevitavelmente ao acirramento da luta de classes.

A demagogia Lula poderá conter as massas durante um período, mas o mais provável é que seja breve. A demagogia não enche barriga e o abraço de urso do aprofundamento da crise capitalista mundial tende a se tornar cada vez mais duro e apertado.

No próximo período, deverão acontecer revoltas, protestos, revoluções. Que a burguesia tenta conter por meio da guerra, ditaduras, fascismo e afins, como estas eleições supostamente “democráticas”.

É neste cenário que nós, verdadeiros revolucionários, devemos estar à altura da nova situação política após muitos anos de semi paralisia generalizada.

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2 comentarios en «Eleitos no fio da navalha: A esquerda venceu?»

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