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O Auxílio Brasil e os miseráveis

O Auxílio Brasil e os miseráveis

O critério do Banco Mundial para definir quem vive na extrema pobreza são aquelas pessoas que vivem com menos de R$ 12,60 por dia, pouco mais de US$ 2... ISSO SIM É UMA LOUCURA

De acordo com o Banco Mundial, 7,2 milhões de pessoas no Brasil saíram da extrema pobreza.

Eram 11,3 milhões em 2018 e passaram para 4,1 milhões em 2020.

O critério do Banco Mundial para definir quem vive na extrema pobreza são aquelas pessoas que vivem com menos de R$ 12,60 por dia, pouco mais de US$ 2.

O principal responsável por tal “façanha”, conseguida em plena crise capitalista mundial, foi o Auxílio Emergencial de R$ 600 em 2020.

Durante os governos do PT, o Bolsa Família, com apenas R$ 80 por filho, conseguiu tirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema. Isso acontecia quando, segundo as palavras do próprio Lula, os bancos nunca ganharam tanto como nos seus governos.

A hipocrisia e a mesquinharia das classes dominantes é obscena. A ânsia por lucros fáceis é tanta que nem sequer é capaz de prover esmolas para os pobres brasileiros se manterem pacificados. E quando o faz é com muitas manobras e maracutaias mil.

A dívida social com o povo pobre, principalmente com o povo negro, é gigantesca.

O Brasil foi o país que mais importou escravos da África, mais de três vezes a mais que os Estados Unidos, aproximadamente 4,5 milhões. O fim da escravidão de fato deixou milhões de pessoas na sarjeta enquanto a burguesia se adentrava no novo ciclo econômico baseado no café, em cima da exploração da mão de obra qualificada dos imigrantes.

Os programas sociais fazem parte das medidas necessárias para reduzir, mesmo parcialmente, as brutais contradições sociais.

Mas o problema é que os repasses de recursos para esses programas são irrisórios, pois o Brasil está totalmente direcionado para a espoliação financeira pelas potências estrangeiras, principalmente os Estados Unidos. Além disso, os programas sociais são utilizados como um método de contenção social e de manipulação eleitoral, sem absolutamente nenhuma participação dos receptores.

 A saída da crise e o fim da pobreza no Brasil, passa por um grande programa de obras públicas, pelo fim da especulação financeira em todos os níveis, pelo rompimento com os mecanismos impostos pelo imperialismo, por investimentos adequados em educação e saúde públicas.

Nada disso é do interesse das classes dominantes. Se faz necessária a organização dos trabalhadores e dos setores oprimidos da população de maneira independente do regime oficial para defender as bandeiras de luta em seu próprio interesse.

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