O governo Lula/ Alckmin e a política exterior «progressista»

O governo Lula/ Alckmin e a política exterior «progressista»

Governo Lula/ Alckmin progressivamente respeitando sua soberania e aceleradamente afirmando seu rol como um gigantesco patio traseiro.

Muito tem sido as expectativas da “esquerda” incorporada ao regime político sobre a política exterior do governo Lula/ Alckmin.

Até teve gente que divulgou a hipótese de que o motivador dos movimentos bolsonaristas em Brasília teria sido uma operação da CIA montada para dificultar a ação do Brasil nos BRICS.

Na realidade, o motivador dessa verdadeira arapuca em Brasília foi desestruturar os movimentos bolsonaristas e facilitar o governo Lula/ Alckmin sem a pressão do bolsonarismo triunfante no primeiro turno das eleições nacionais em outubro.

Nesse contexto nos chamou a atenção o artículo do conhecido analista norte-americano baseado em Moscou Andrew Korybko do dia 19.1.2023, intitulado “Explicação do Brasil para atrasar a sua presidência dos BRICS é extremamente suspeita”. https://korybko.substack.com/p/brazils-explanation-for-delaying

A matéria começa já no primeiro parágrafo com uma afirmação muito elucidativa, considerando que o autor é abertamente putinista e que mantém vínculos com os órgãos da propaganda do governo russo:

“É inacreditável que uma potência ascendente como o Brasil não seja capaz de organizar mais que uma reunião multilateral importante em um ano. Aparentemente Lula está pagando um favor aos Estados Unidos, como um quid pro quo, pelas agências de inteligência terem ajudado a orquestrar o incidente do 8 de janeiro para consolidar o seu governo.”

E continua:

“O ministro das Finanças do Brasil, Fernando Haddad, disse à elite global na Cúpula de Davos deste ano na quarta-feira que seu país quer adiar a presidência do BRICS planejada para 2024 até 2025. Segundo ele, “adiamos nossa presidência no BRICS para que não coincida com o G20… (a fim de) fazer um trabalho de qualidade em ambos os casos.»”

“Em suma, o alinhamento ideológico doméstico de Lula com os liberais governantes dos EUA em questões socioculturais como aborto, mudança climática, COVID e relações sexuais não tradicionais, entre outros, é mais forte do que seu alinhamento ideológico internacional com os parceiros brasileiros do BRICS. Isso não é para subestimar o último, mas apenas para enfatizar a força do primeiro, o que explica por que ele está inesperadamente tentando adiar a planejada presidência do BRICS de seu país de 2024 para 2025.”

Conclusão

A “esquerda oficial” atingiu um nível de podridão tão profundo que é até inacreditável que uma questão tão óbvia tenha que ser trazida a tona por um putinista, porque essa política neste momento se transformou num calo no sapato, até pior do que havia durante o governo Bolsonaro.

Esse atrelamento ao imperialismo norte-americano, via o governo Lula/ Alckmin, até atingiu alguns setores da esquerda não diretamente incorporada ao regime.

Cabe a esquerda revolucionária não perder a cabeça.

A situação política tende a mudar no sentido revolucionário, no próximo periodo, sob o impacto da maior crise política capitalista de todos os tempos.

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