ArabicBasqueBelarusianCatalanChinese (Simplified)DutchEnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish
O debate Lula-Bolsonaro na Rede Bandeirantes

O debate Lula-Bolsonaro na Rede Bandeirantes

Encurralados... Quem vencerá as eleições no Brasil?
A candidatura Lula/ Alckmin pode vencer o Bolsonarismo?

No domingo 16 de outubro de 2022, aconteceu o debate entre Lula e Bolsonaro na Rede Bandeirantes de Televisão.

A “frente ampla” encabeçada pela candidatura Lula/ Alckmin achava que um debate com o folclórico e semi-fascista Bolsonaro seria uma espécie de passeio para o experimentado Lula, especialista em comunicação de massas, em manobras e em manipulações de todos os tipos.

A “frente ampla” inclui desde a direita, passando por alguns setores da extrema direita, até a esquerda burguesa e pequeno-burguesa.

Durante o debate, Lula abandonou seu papel tradicional do ex-operário e assumiu o papel de um professor burguês, enquanto ficou levando pancadas de Bolsonaro orientadas à manipulação retórica, cheias de muita demagogia com o objetivo de enganar e manipular quem assistia.

A polarização entre a “democracia” e o “fascismo” foi por água abaixo. Apareceu claramente o debate da superficialidade dos problemas; nada relacionado com a brutal crise que bate em cheio as condições de vida da população.

A argumentação professoral de Lula não foi páreo para os clichês e colocações de Bolsonaro sobre o dia a dia do povo.

O personagem Bolsonaro candidato foi bem trabalhado para chegar ao povo por meio de lugares comuns e preconceitos, manipulados sob a lógica proto-fascista.

Para a intelectualidade “almofadinha” e a classe média intelectualizada, Bolsonaro pode ter aparecido como um psicopata mentiroso. Mas para a maioria do povo, com certeza que as falas preconceituosas de Bolsonaro faziam muito mais sentido que o tom professoral burguês de Lula. Ainda mais quando a economia brasileira foi artificialmente “estabilizada” por meio das medidas que o governo Bolsonaro tomou em relação aos combustíveis, o ICMS e o Auxílio Brasil. 

Evidentemente a conta lhe será passada ao povo brasileiro e não aos ricaços depois das eleições.

Nada disso foi explorado por Lula por conta da política e dos interesses concretos que ele defende.

O mais “engraçado” é que uma situação muito parecida foi vista nas eleições no Uruguai que levaram à vitória do governo direitista de Luis Lacalle Pou; nas eleições na Argentina de 2015 que levaram à vitória de Mauricio Macri e nas eleições no Chile que levaram à vitória de Sebastián Piñera. Avaliando o contexto geral, passa a impressão de que se trata de uma política geral do imperialismo norte-americano para a América Latina.

Uma vez que a entrevista terminou, na entrevista posterior, Lula apareceu com sua mulher, Janja, e a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi, passando uma certa impressão de preocupação e angústia.

Um pouco depois, apareceu Jair Bolsonaro arrumado novamente e passando a mesma impressão de “caçador de marajás” de Fernando Collor de Mello na campanha de 1989.

A candidatura Lula/ Alckmin pode vencer o Bolsonarismo?

É evidente que a candidatura burguesa de Lula/ Alckmin somente está no páreo contra a candidatura proto-fascista de Bolsonaro porque tem o apoio oficial do imperialismo, da Rede Globo, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

Não representa uma alternativa contra o massacre do Brasil, mas uma alternativa mais leve para massacrá-lo.

Nem sequer tem nada parecido com um programa que defenda a nossa soberania, até porque não quer defender a nossa soberania, mas manter a dominação do imperialismo.

Toda a campanha está centrada no discurso falsamente moralista e demagógico da suposta luta contra a corrupção.

O imperialismo precisa nos arrancar até a última de sangue para salvar os monopólios e ir à guerra mantendo o seu quintal traseiro pacificado.

As mobilizações de massas são estritamente eleitorais, sem absolutamente nenhum espírito de luta, apenas direcionadas a votar em Lula/ Alckmin mantendo uma certa “esperança” nos programas sociais e as boas intenções de Lula.

O proto-fascismo somente pode ser vencido com as massas nas ruas. Inclusive porque de maneira semi disfarçada, é apoiado pela grande burguesia e pelo imperialismo.

A vitória de Lula/ Alckmin não é uma alternativa porque se vencer funcionará como uma espécie de “cara bonita” que legalizará o massacre que nos será imposto pela extrema direita que domina o Congresso e os principais estados.

A saída para os trabalhadores e o povo brasileiro passa pela organização das lutas nas ruas.

Como os órgãos das massas foram destruídos principalmente nos governos do PT, é evidente que as lutas que virão serão espontâneas.

A burguesia tentará enfrenta-las com o bolsonarismo se adquirirem força e os aparatos da burocracia petista forem ultrapassados, caso as forças repressivas não derem conta do recado. A evolução da crise capitalista mostra que a tendência é justamente essa

O nosso papel como verdadeiros revolucionários é organizar essas lutas, orientá-las a partir do Programa Revolucionário, expressado na Plataforma de Luta e nas políticas táticas.

COMPARTIR:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

1 comentario en «O debate Lula-Bolsonaro na Rede Bandeirantes»

Deja un comentario

Plataforma Latino Americana