Lula foi perseguido que nem um cachorro, foi preso, viu a sua esposa falecer por causa da pressão, foi vítima da brutal campanha da grande imprensa burguesa que o nomeava como o mais corrupto da história do Brasil.
Esse foi um dos pilares principais para impor o Bolsonarismo em 2018 numa das eleições mais fraudulentas da história do Brasil.
Em 2022, a chapa Lula/ Alckmin foi a preferida do governo Biden, dos setores mais importantes da burguesia e do regime político brasileiro.
Desta maneira, todos os mecanismos oficiais que tinham sido usados para massacrar Lula, como por arte de mágica, foram voltados para elevar Lula (junto com o reacionário e anti-Brasil, Geraldo Alckmin) como a rainha da Inglaterra da nova política do imperialismo norte-americano.
O mais surpreendente é a política adotada com o teto dos gastos (sociais).
Em 2016, tinha sido imposto que o governo brasileiro devia reduzir drasticamente os gastos sociais com o objetivo de priorizar os pagamentos da hiper corrupta e nunca auditada dívida pública e outros mecanismos do parasitismo financeiro contra o povo brasileiro, imposto principalmente pelo imperialismo norte-americano.
Esse teto foi imposto usando como referência o Orçamento Público Federal de 2015, que já tinha cortado fortemente os gastos sociais.
Com esse “pequeno segredinho”, os grandes bancos continuaram lucrando como sempre e o sangramento do Brasil também continuou como sempre.
Agora, a novidade é que os mesmos golpistas que foram ferrenhamente a favor do teto para os programas sociais (incluindo a Geraldo Alckmin e a Rede Globo, por exemplo) se transformaram em ferrenhos defensores de furar o teto para os gastos sociais.
O porquê da mudança
Porque o governo Bolsonaro gastou “horrores” para que a extrema direita continuasse controlando os principais estados da Federação e o Congresso, e que o Bolsonarismo, como movimento proto-fascista nas ruas, continuasse vivo para poder ser usado contra os trabalhadores e o movimento de massas no futuro.
Obviamente o governo Lula/ Alckmin não podem permitir que o Bolsa Família de R$ 600 decretado por Bolsonaro seja liquidado sob pena do governo colapsar perante um grande movimento de massas nas ruas, que hoje está contido. A expectativa da burguesia é continuar controlando-o por meio de Lula durante um tempo a mais.
A cerejinha do bolo aconteceu no dia 18.12.2022 quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes decretou, de maneira monocrática, que os gastos com o Bolsa Família podem ficar fora do teto dos gastos.
Desta maneira, o relator da proposta orçamentária, senador Marcelo Castro (MDB-PI), ficou autorizado a incluir a previsão de recursos necessários para a manutenção do Bolsa Família de R$ 600 e o pagamento de outros R$ 150 por criança até seis anos de famílias beneficiadas pelo programa.
As manobras e as “negociações” continuam no Congresso rumo a um “Mensalão 2.0” (ou 3.0 ou 4.0 ou 5.0?) em prol da “governabilidade” dos manda-chuvas no Brasil.
Assim, os controladores do regime político esperam contar com um certo fôlego para manter o andamento do massacre contra o Brasil.
Até quando o conseguirão?
Depende do aprofundamento da crise capitalista mundial que avança a passos largos para um novo grande colapso, muito pior que o de 2008, que ainda não se fechou, e com o Brasil e a América Latina na linha de frente.
A crise é o combustível das mobilizações dos trabalhadores e das massas.
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